Ontem terminei meu doutorado e foi tudo muito intenso. Antes de poder pensar em respirar ou sentir alívio e elaborar um pouco sobre toda essa intensidade, me vi dentro de um novo julgamento público, muito mais cruel que o julgamento pela universidade. Sem escuta alguma, sem confiança e sem respeito pelos esforços coletivos meus e de outras pessoas.
Se desfazemos afetos e amizades com tanta facilidade, se perdemos respeito uns pelos outros, que transformação queremos para o mundo?
Viver e deixar viver, respeitar sempre os esforços das pessoas queridas e continuar fazendo luta cotidiana. Essa que leva tempo, nem sempre é visível, e encara as contradições da vida real.
A esquerda não precisa inventar mais inimigos; precisa cuidar mais dos amigos.

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